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domingo, 31 de março de 2024

Hoje Domingo de Páscoa: Aleluia! Aleluia! A carnificina ressuscitou! - Flávio Josefo - A guerra dos Judeus.

 A tragédia é que há uma grande probabilidade de  os Palestinianos de hoje serem os descendentes desses Judeus do Primeiro Século. Aqui como em tanto outra parte os irmãos matam-se por interesses que são alheios à sua própria vida.






quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Censura - A mordaça, O "lápis azul" da desadequação técnica, a segregação através da credenciação cibernética, a discriminação digital.

Não sei se quero continuar por aqui. 

Não é importante o que digo.

Mesmo assim sou alvo de Censura.

Há uma mordaça, um "lápis azul" que me congela as publicações.

Por vezes há impedimento por desadequação técnica.

Outras vezes parece haver segregação através da credenciação cibernética. 

Logo à partida há uma discriminação digital.  

segunda-feira, 15 de maio de 2023

"A Civilização é a verdadeira Barbárie."



Do livro de:

Ocean Vuong - "On Earth We're Briefly Gorgeous"









Civismo, Urbanidade - Compressão dos passageiros dos comboios japoneses nas portas das carruagens sobrelotadas por funcionários uniformizados e de luvas brancas.













Ter Civismo, Urbanidade, Civilidade, pertencer à Civilização é aceitar viver livre como a sardinha de lata, a liberdade para ser aconchegada de forma a que outra possa ser acomodada evitando espaço vazio.




segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

NOTÍCIAS DO MUNDO LIVRE E CIVILIZADO: On Saturday, David Sakvarelidze, Ukraine’s former deputy general prosecutor, spoke to the BBC, suggesting that it was harder for him to watch white people fleeing conflict. “It’s very emotional for me because I see European people with blue eyes and blonde hair being killed,” he said. The presenter replied, “I understand and of course respect the emotion.”












OS OLHOS DO MEU PAI ERAM VERDES E TINHAM PINTAS VERMELHAS


 On Saturday, David Sakvarelidze,

 Ukraine’s former deputy general

 prosecutor, spoke

 to the BBC, suggesting that it was

 harder for him to watch white

 people fleeing

 conflict. 

“It’s very emotional for me

 because


I see European people with blue


eyes and


 blonde hair being killed,” he

 said.


The presenter replied, “I understand


 and of course respect the emotion.”





NOTÍCIAS DO MUNDO LIVRE E CIVILIZADO: Over on Al-Jazeera English, a presenter sharing his observations of Ukrainians fleeing the fighting in their homeland said that "what’s compelling is, just looking at them, the way they dress, these are prosperous, middle-class people." “These are not obviously refugees trying to get away from areas in the Middle East that are still in a big state of war. These are not people trying to get away from areas in North Africa. They look like any European families that you would live next door to.”




 Over on Al-Jazeera English, a presenter sharing

 his observations of Ukrainians fleeing the

 fighting in their homeland said that "what’s

 compelling is, just looking at them, the way

 they dress, these are prosperous, middle-class

people."

“These are not obviously refugees trying to get

 away from areas in the Middle East that are

 still in a big state of war. These are not people

trying to get away from areas in North Africa.

 They look like any European families that you

 would live next door to.”

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NOTÍCIAS DO MUNDO LIVRE E CIVILIZADO: One French sociologist pointed out how Ukrainians fleeing the conflict are being described as "refugees" while Afghans fleeing their country last year were described predominantly as "migrants". And Jean-Louis Bourlanges, a member of France's National Assembly, said during a broadcast that Ukrainian refugees would be “an immigration of great quality, intellectuals”.



 One French sociologist pointed out how

 Ukrainians fleeing the conflict are being

 described as "refugees" while Afghans fleeing

 their country last year were described

 predominantly as "migrants".


And Jean-Louis Bourlanges, a member of

 France's National Assembly, said during a

broadcast that Ukrainian refugees would be “an

immigration of great quality, intellectuals”.



NOTÍCIAS DO MUNDO LIVRE E CIVILIZADO: On France's BFMTV on Friday one analyst said that “we’re not talking here about Syrians fleeing the bombing of the Syrian regime backed by Putin, we’re talking about Europeans leaving in cars that look like ours... to save their lives". "We are in the 21st century, we are in a European city, and we have cruise missile fired as if we were in Iraq or Afghanistan, can you imagine?” said another commentator on the channel.

 



On France's BFMTV on Friday one analyst

 said that “we’re not talking here about

 Syrians fleeing the bombing of the Syrian

 regime backed by Putin, we’re talking about

 Europeans leaving in cars that look like

 ours... to save their lives".

"We are in the 21st century, we are in a

 European city, and we have cruise missile

 fired as if we were in Iraq or Afghanistan,

 can you imagine?” said another

 commentator on the channel.


AS NOTÍCIAS DO MUNDO LIVRE E CIVILIZADO: NBC News correspondent Kelly Cobiella "these are not refugees from Syria, these are refugees from Ukraine... They're Christian, they're white, they're very similar."

 

















NBC News correspondent Kelly Cobiella also came under fire from fellow journalists after she stated on air that "these are not refugees from Syria, these are refugees from Ukraine... They're Christian, they're white, they're very similar."

As notícias do Mundo Livre e civilizado: On Friday, CBS's senior correspondent, Charlie D’Agata, said in Kyiv that “this isn’t a place, with all due respect, like Iraq or Afghanistan that has seen conflict raging for decades. "This is a relatively civilised, relatively European - I have to choose those words carefully, too - city where you wouldn’t expect that, or hope that it’s going to happen.”

 


On Friday, CBS's senior correspondent, Charlie D’Agata, said in Kyiv that

 “this isn’t a place, with all due respect, like Iraq or Afghanistan that has seen conflict raging for decades.

"This is a relatively civilised, relatively

 European - I have to choose those

 words

 carefully, too - city where you

 wouldn’t

 expect that, or hope that it’s going to

 happen.”








As notícias do mundo livre e civilizado sobre os ucranianos.“They seem so like us. That is what makes it so shocking," wrote journalist and former Conservative politician Daniel Hannan in Britain's Telegraph newspaper on Saturday


Bombardear a Síria OK. Bombardear o Iraque OK. Bombardear a Líbia OK. Afinal são morenos e não se parecem muito connosco.


 -“They seem so like us. That is what makes it so shocking," wrote journalist and former Conservative politician Daniel Hannan in Britain's Telegraph newspaper on Saturday.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Máscara da segregação o desenho original, o primeiro desenho.


 




















O primeiro desenho numa folha destacada e cortada ao meio, foi guardado no meio do bloco quando estava com a cabeça alheia em outros pensamentos. Não seria fácil reencontrá-lo assim entalado entre tantas folhas, só foi revelado porque um dos gatos curioso dos meus lápis e papéis atirou o bloco ao chão e o desenho saltou.
Já tinha tentado retomar o desenho, mas sem sucesso. As variações que se fazem sobre um tema podem tornar-se obsessivas. Procura-se algo indefinido. Na tentativa de concretizar uma sensação, um sentimento, uma intuição. Zarpa-se de um porto seguro e o afastamento da linha de costa traz a insegurança, o mal de mar, o medo do desconhecido e a nostalgia.
Hoje sabe-se devido aos métodos de imagiologia por raios-x, infravermelhos, ultravioletas e outros que parte do mistério das pinturas de Leonardo Da Vinci se deve a essa obsessão da procura da imagem perfeita dentro da decisão final da composição de uma pintura. A dita “assinatura “, feita pela sua técnica deve-se a essas figuras fantasmagóricas que as imagens radiográficas revelam.
Não há uma linha de contorno definida, mas sim uma espécie de névoa que as muitas camadas de óleo com mais ou menos quantidade de pigmentos esbatem. Só na imagem que o observador vê na superfície da pintura as linhas de delimitação se percepcionam porque nas imagens fotográficas, as linhas de limitação da forma e do fundo desaparecem nessa tal neblina.
Leonardo era lento na sua pintura precisamente porque as variações eram feitas sobre o mesmo trabalho e essa aparente lentidão traduziu-se por muitos quadros dentro da pintura final de um quadro e só se conhecem cerca de vinte.
Picasso que se apercebeu das variações que deixava sobre as pinturas que dava como terminadas e se interrogava sobre quais seriam as melhores, chegou à conclusão que por vezes melhores pinturas ficam soterradas pela pintura final.
Picasso praticou muitas vezes variações sobre o mesmo tema, deixou-se mesmo filmar pintando e repintando uma cabra até parar numa imagem final. Esta imagem não foi decidida por ele por ser a derradeira ou a melhor. Esta imagem final corresponde à possibilidade de registo do filme, porque foi ali que os metros de película acabaram.
Picasso fazia muitas variações, no seu caso estas variações que por vezes são chamadas de estudos eram feitas em quantidade e em sucessivas telas diferentes.
A mulher que chora na “Guernica” tem dezenas de variações e a primeira vez que vi o quadro decorria em paralelo uma exposição sobre as variações desse detalhe da Guernica. Não estariam lá todas, mas mesmo assim eram dezenas cerca de quarenta. Percebia-se que já não se tratavam de estudos para a Guernica pois muitas delas tinham sido pintadas após a conclusão da obra monumental, eram sim uma entrega a um tema recorrente em que a fadiga não se atinge devido à ilimitada possibilidade de soluções.
Outros pintores passaram por este fascínio do irrepetível, da procura do infinito dentro de um espaço limitado. Monet com as pinturas da Catedral de Ruão mais de trinta, Cézanne com a montanha de Saint Victoire mais de trinta, Hokusai com as trinta e seis estampas do Monte Fuji. O tema mantém-se, mas as perspetivas mudam.
As variações são temas caros aos músicos. São famosas as Variações Goldberg de João Sebastião Bach. Famosas também as transcrições que fazia dos mesmos temas para serem tocados por um outro, ou outros conjuntos de instrumentos. Ravel com o seu Bolero levou ao extremo a repetição de um tema apenas pelo incremento de instrumentos que o tocam. Terá talvez iniciado o que se chama hoje música minimal.
Fico por aqui porque encontrei o meu primeiro desenho. Percebi o motivo porque no segundo lhe dei aquele título. Como a criação no meu caso é sempre uma espécie de revelação, em que há um alívio da dor, vou continuar a desenhar este tema. Vou fazer outros desenhos ou acrescentar os que forem feitos.