domingo, 14 de julho de 2024

Escultura Beatriz Cunha

Recomendo a observação que Beatriz Cunha faz da Vida tal como ela é definida na Língua Grega Clássica pelas duas expressões diferentes: ZOE e BIO.
A multiplicidade técnica que Beatriz domina com a utilização de tantos materiais diferentes. A sua capacidade de realização concretizando as suas obras através do barro; da fundição de metais tanto pelo método de modelação e formação em areia, como na técnica da cêra perdida. A relevância do seu trabalho em vidro, tanto pela técnica de sôpro livre, como pela utilização de sopro conformado por fôrma ou pelo vazamento do vidro em molde. A escultura em pedra; a escultura construtiva em larga dimensão em pedra, em madeira, em papel.
A assemblage de elementos usando uma estrutura narrativa que integra a fotografia a cianotipia o desenho.
A recuperação de salvados marítimos de embarcações desmanteladas para reconstruir a partir dessa madeira uma pró história.
Beatriz Cunha expande para o futuro o nosso quotidiano, alicerçando na História da Arte e na memória o melhor da nossa Identidade comum.