segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Da memória: a facilidade de ouvir o mar no ôco de um bùzio e a dificuldade de desenhar uma fonte barrôca em forma de Xarrôco.

 









e é verdade que me dá jeito escrever assim com acento circunflexo:

môlho em vez de molho

môlhos em vez de molhos

côr em vez de cor...

há vezes em que se deve irrar assim aprendi com a

Sallete Tavares.


os desenhos são parte de um envio de arte postal

 para Dora Iva Rita.



domingo, 31 de janeiro de 2021

Quando não se deixa de "trabalhar" um desenho.


 


Castro Soromenho





Castro Soromenho  (31 de Janeiro1910 Chinde, Moçambique - 18 de Junho de 1968 São Paulo, Brasil)

 Nasceu em Moçambique, era jornalista, escritor e etnólogo. Em Angola, foi agente da Companhia de Diamantes, funcionário do quadro da administração colonial e, mais tarde, redactor do Diário de Luanda. Deixa Angola em 1937, para fixar residência em Lisboa. Colaborou na revista Seara Nova e nos jornais O Diabo O Primeiro de JaneiroO Século, A Noite, Jornal da Tarde e Diário Popular. Fez parte da redacção do jornal literário brasileiro D. Casmurro. Abandonou o jornalismo para se dedicar exclusivamente à literatura de ficção e à investigação histórica e etnológica. A sua atitude intelectual perante a ditadura, que governava Portugal e Colónias, salientava-se por uma crítica frontal, escalpelizadora, tanto a nível social como a nível cultural, com particular incidência sobre a realidade colectiva dos povos africanos, questionando os tabus do etnocentrismo cultural europeu e, sobretudo, os do colonialismo português. O funesto regime de então veio a ordenar a apreensão de obras suas pela polícia política e força-o ao exílio, primeiro em França (Paris), depois nos Estados Unidos e por fim no Brasil. A sua obra ganhou projecção além-fronteiras, sendo traduzida e publicada em França, Alemanha, URSS, Grécia, Argélia, Hungria, Checoslováquia, Itália e editada no Brasil. No exílio leccionou na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, e, depois, na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de São Paulo, Brasil.










segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Naquele tempo havia uma fera terrível que devorava a vida da gente e roubava até os sonhos dos mais sacrificados..

 18 de Janeiro de 1934 na Marinha Grande.








Hoje do grande lagarto devorador de sonhos fiz um marcador de livros. Mas é preciso estar atento estes lagartos existem e são um perigo real.