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sexta-feira, 20 de dezembro de 2024
segunda-feira, 15 de maio de 2023
"A Civilização é a verdadeira Barbárie."
Do livro de:
Ocean Vuong - "On Earth We're Briefly Gorgeous"
Civismo, Urbanidade - Compressão dos passageiros dos comboios japoneses nas portas das carruagens sobrelotadas por funcionários uniformizados e de luvas brancas.
Ter Civismo, Urbanidade, Civilidade, pertencer à Civilização é aceitar viver livre como a sardinha de lata, a liberdade para ser aconchegada de forma a que outra possa ser acomodada evitando espaço vazio.
terça-feira, 7 de março de 2023
sábado, 16 de janeiro de 2021
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
Se não vês o Mar nem a autoestrada para Vigo não arrisques comer peixe.
Pois toda a gente sabe que o peixe fresco vem de Paris tal como Orderalfabetix (Ordenalfabetix) o peixeiro do Astérix nos ensinou.
sábado, 12 de setembro de 2020
A memória e o tempo
são crianças brincalhonas que se entretêm no jogo das escondidas dentro desse grande armazém de adereços que é o cérebro.
A jornalista dizia então que era um "pau de dois gumes" e eu lembrei-me que bem poderia ser uma "faca de dois bicos".
sábado, 30 de maio de 2020
Sobre os tumultos de rua no País de George Floyd.
Alguém tem de lhes dizer:
"POR FAVOR NÃO INCENDEIEM A BASTILHA!"
terça-feira, 17 de março de 2020
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
sábado, 23 de novembro de 2019
HERBERTO HELDER
Ah este ódio com que amo a humanidade!
...e a necessidade dos livros onde ela se verte;
não, não é um problema de nervos, nem de ódio
que me leva a escrever, mas sim a janela fechada,
as arestas dos varões quadrados da grade de ferro
cravadas na carne das mãos e da cara,
a visão periférica que mantém o medo na distância.
Não serás alguém grande, mas poderás sempre
escolher a fuga das alturas ou a fragilidade do papel
que embrulha o pão e se rompe com o lápis H
Serás fumo de chaminé no ar
ou breu de mascarra sobre o cotim azul.
Não serás alguém grande, -disseram-me-
descolaram o remate do cartucho de meio quilo
e alisaram os vincos do papel grosso
entregaram-me as pontas de lápis a escaparem pequenas das mãos adultas grandes
e permitiram que desenhásse no lado de fora,
sobre o riscado vermelho,
porque dentro pousava-se o peixe acabado de fritar
e o desenho esvaía-se na nódoa
esmaecido pela gordura
para depois se perder com o jornal
da forra do balde do lixo.
poderás sempre escolher a fuga das alturas
ou a fragilidade do papel que embrulha o pão,
o papel que se rompe e se rompe com o lápis nº4
O que queres ser? Fumo de chaminé no ar?
ou mascarra de breu sobre o cotim azul?
que gritavam histórias.
pedia livros e que mos lessem
mas não havia livros porque os livros
para nada servem.
Ah este ódio com que amo a humanidade!
e a necessidade dos livros onde ela se verte
Em memória do HH
sábado, 27 de julho de 2019
domingo, 14 de abril de 2019
sábado, 1 de abril de 2017
sábado, 30 de abril de 2016
As trombetas.
Passámos aquela fase de inscrever façanhas num livro pateta de registos: O mais comprido o mais pesado, o mais numeroso, o que leva mais ovos, o que...
Agora subiram de esparrela e toda a coisa quer ser património da humanidade ou pelo menos património imaterial da humanidade. Comidos os bolos, aos tolos ideias para candidaturas parvas não faltam.
Nesta terra superlativa à beira-mar em que o peixe é o melhor do mundo, existe a mais bela praia e a maior onda, a ponte mais bonita e a mais comprida, o melhor queijo e o melhor presunto; o melhor azeite e o melhor folar; a melhor morcela e a melhor linguiça... tudo, tudo, regado com o melhor vinho, melhor vinho do mundo é claro... Fica aquele picozinho a azedo do "rio que corre pela minha aldeia" que o Fernando António Nogueira dos tintos e dos cheios bolsou genialmente pela boca do Alberto.
Perguntava no outro dia um neoliberal assumido num jornaleco que se diz observador porque é que o vinho português muito bom e muito barato é tão difícil de encontrar à venda na Escandinávia de onde esse neoliberal é originário. Lembrei-me de um personagem alarve de um filme de entretenimento que perguntava porque é que os chocolates de nomeada são da Suíça ou da Bélgica e nunca dos países onde o cacau e o açúcar são produzidos. Fiquei a pensar que é por causa das trombetas. Sim! Por causa das trombetas, das trombetas e dos exércitos que elas anunciam. O som das trombetas tem aquele encanto épico, o som cavo das mais graves é avassalador e revolve as entranhas como a pancada mais violenta no tambor surdo. Sem trombetas os pergaminhos de nada servem, a multidão não acorre nem se impressiona se não houver trombetas. Vivemos na era do mercado global, nunca como agora as trombetas e os megafones foram tão importantes.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Tempo bissexto.
O tempo é um furtivo sedutor que explora a nossa avidez, de alguma maneira desejamos aquilo que nos dá sem reparar naquilo que nos tira.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
sábado, 2 de janeiro de 2016
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