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sábado, 9 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 21 de maio de 2015
quarta-feira, 12 de junho de 2013
ERT - TELEVISÃO ESTATAL GREGA ENCERRADA PELO GOVERNO GREGO. ..."-OS POVOS MERIDIONAIS SÃO PREGUIÇOSOS E LASCIVOS. É OBRIGATÓRIO ENCERRAR TODOS OS MEIOS DE PUBLICITAÇÃO DESSAS DEGENERADAS MANEIRAS DE VIVER EM PAZ E ALEGRIA. GREGOS, PORTUGUESES, ITALIANOS, ESPANHÓIS... BREVEMENTE SERÃO TÃO SETENTERIONAIS COMO A VOZ DOS AMOS."
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
A Folia de Jan Johansson.
Jan Johansson, nasceu na Suécia (16 Septembro 1931 – 9 Novembro 1968).
A sua Folia é tão extraordinária que ilustra o grande músico que ele foi. A evolução do tema reveste-se de ambientes que evocam o período medieval, a renascença, a época barroca, o classiccismo, o romantismo... A melodia percorre o tempo e entra no tempo presente.
A sua Folia é tão extraordinária que ilustra o grande músico que ele foi. A evolução do tema reveste-se de ambientes que evocam o período medieval, a renascença, a época barroca, o classiccismo, o romantismo... A melodia percorre o tempo e entra no tempo presente.
domingo, 30 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
A Folia, a cravagem do centeio e o Fogo de Santo Antão.
| Pieter Bruegel-O Velho "A dança dos camponeses" |
| Pieter Bruegel-O Velho "A dança do mastro de Maio" |
Na ”Idade da Folia” bebiam-se uns copitos valentes, comiam-se uns cogumelos parvos, bebiam-se umas infusões galdérias e defumavam-se umas ervas doidas. Além destas coisas menos sacras parece que o maior pecado era causado pelo pão. Ou pela falta dele.
| Pieter Bruegel-O Velho "A quermesse de S. Jorge" |
Se não há falta de pão, a causa da alteração de consciência, a tal intoxicação pode estar no próprio pão. Isto é, não no pão, pois o pão é sagrado nem que seja pela sua função de saciar e nutrir, mas sim num parasita que esteja no pão. Por exemplo um fungo.
O fungo das espigas de centeio confunde-se com os grãos por ter uma forma semelhante e parecer à primeira vista um grão mais comprido e torrado. Chama-se a este fungo tóxico, esporão do centeio ou cravagem do centeio. Os enfermos do envenenamento pela cravagem do centeio (em francês esporão=ergot) são vítimas da ergotamina. A ergotamina é uma substância que no séc. XX recebeu grande publicidade por estar na base do LSD. Como é sabido provoca delírios e alucinações várias.
Quando ouvi esta história logo pensei que nem todos comeriam pão de centeio, mas depois percebi que naqueles tempos da Folia poucos eram os que podiam comer outro.
| Pieter Brueghel-O Velho "O casamento dos camponeses" |
![]() |
| Aveia,Centeio,Trigo |
Após este parêntesis o que eu queria dizer é que era o povo quem comia os marrocates, os pães de centeio, pois o milho vindo do Novo Mundo estava a iniciar o seu cultivo na Europa.
É nesta Europa que se registam inúmeros casos de loucuras epidémicas. Esses casos de alienação e alucinação massivas levaram a actos de loucura e carnificina em que se supliciaram aqueles que se julgava estarem possuídos pelo demónio.
| Anónimo(?) Staatliche graphische Sammlung, Monaco Santo Antão rodeado de Enfermos do Fogo Sagrado. |
O envenenamento produzia estados de estupor alucinogénio, mas também excitação e ansiedade nervosa, sensações dolorosas de queimadura nas extremidades do corpo devido à vasoconstrição. Dedos, mãos, pés, braços pernas necrosavam e eram mesmo praticadas amputações.
| Hieronymus Bosch "As tentações de Santo Antão" |
A esta enfermidade chamaram-lhe Fogo de Santo Antão porque a única terapia que parecia causar efeito no seu alívio era a oração a Santo Antão um asceta, eremita do deserto norte africano que teria tido visões e teria sido tentado pelo demónio mas deste assédio teria triunfado sem corrupção.
As folias pelo menos algumas delas, parecem-me assim uma compassada e interminável marcha ascendente para o cadafalso. Uma atitude mental de desprendimento, uma alienação do corpo perante o inexorável destino. Um abandono obstinado.
Liszt talvez tenha feito a mais complexa leitura da Folia. A mim parece-me ouvir temas familiares como sejam viras, jotas, e outras danças do norte de Portugal e Galiza.
A extraordinária interpretação de Georges Cziffra.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
José Afonso também fez a sua Folia. Chamou-lhe "O Homem da Gaita."
O processo de criação de José Afonso é exemplar de como as preocupações objectivas de um tempo presente podem tornar-se intemporais.
Não é coisa que se possa planear, mas é atributo de seres excepcionais como ele. É com pessoas assim que se cria a matriz cultural com que nos identificamos. Estas características que nos distinguem tornam-se exemplo e património colectivo; transpõem da cultura popular princípios que se tornam pilares da cultura universal. O caso desta folia parece-me ser a prova disto.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Então houve um tempo em que o filho da Isabelinha o netinho do Manel tomou posse aqui do quintal. Parece que ele disse que não foi bem assim porque o quintal já era dele por direito de herança e mesmo assim ainda teve de o pagar e para receber a propriedade ainda foi um aborrecimento porque teve de chamar a tropa para invadir o cantinho. Uma canseira.
Foi durante esta estadia de uns 60 anitos que a Folia de Portugal passa a ser conhecida como a folia de Hespanha.
Aqui ficam umas variações para flauta que parecem ser atribuídas a Felipe II.
Aqui ficam umas variações para flauta que parecem ser atribuídas a Felipe II.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
A Folia de Manuel Machado - La folia "Dos estrellas le siguen" - Gérard Lesne and Circa 1500
Hipotéticamente a folia terá sido uma dança camponesa que se destinaria a celebrar a fertilidade e as colheitas. Seria uma dança livre no sentido em que nela participavam homens e mulheres em manifestação de alegria e júbilo pela colheita farta e pelo aproximar do tempo de apaziguamento e algum descanso que os dias mais curtos do Inverno não deixavam de trazer aos que trabalhavam de Sol a Sol.
Pensa-se que a palavra folia, nesse remoto passado, não designava uma melodia específica mas sim uma forma de expressão musical para dançar onde se praticava a improvisação. Faz lembrar o que ainda hoje na nossa tradição subsiste de norte a sul com as desgarradas, as cantigas ao desafio e os bailes.
Terá sido através do teatro nomeadamente, através de Gil Vicente que esta dança ganhou uma divulgação entre o público não campesino, nomeadamente o público da chamada Côrte.
A sua passagem para o domínio europeu e a sua elevação a tema sujeito a inúmeras variações interpretativas de compositores desde o séc. XV ao séc. XX não constitui surpresa atendendo á característica encantatória da melodia.
Não parecendo haver dúvida que o tema seria originalmente de tradição portuguesa, na sua divulgação toma muitas vezes o nome de “Folia de Espanha”. A Côrte de Filipe II, neto de D. Manuel I, terá contribuído indirectamente para a sua divulgação, já que por lá passavam os mais influentes músicos da época vindos de toda a Europa onde a Espanha tinha interesses e pretensões. Será essa uma explicação possível mas que manifestamente é insuficiente para explicar a sedução que ao longo de séculos este tema melódico tem exercido sobre os mais diversos compositores.
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