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quinta-feira, 18 de maio de 2023
segunda-feira, 28 de novembro de 2022
sábado, 29 de outubro de 2022
quinta-feira, 27 de agosto de 2020
sexta-feira, 20 de março de 2020
...mas oxalá os padeiros continuem a cozer pão!
"a presença musculada";
"deu-se um clique";
"as medidas musculadas";
"o estado de emergência";
"o açambarcamento";
"as leis do mercado";
"atinge todas as raças"????
só há uma raça, a raça humana
"...mas oxalá os padeiros continuem a cozer pão!"
sábado, 18 de janeiro de 2020
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Sei do que Falo.
Há quem diga que ando a ver coisas que não são. Que o pão não tem nada a ver com isso. Que é mas é a minha cabeça... E que os confrades do pão (não perguntei qual a confraria) não dizem nada disso.
Então eu também lhes poderia dizer que sim, e que não, isto do Pão.
Que é de muita observação e conversa com quem o faz... que há padeiros na família. Mas isso há na de todos os que vieram da aldeia porque aqui há uns anos o pão era feito em casa e cozido no forno comunitário. Mas refiro-me aos padeiros que têm padaria à antiga, agora chamam-lhes panificações, daqueles que amassavam à mão e depois faziam a venda porta a porta pelas aldeias, onde as pessoas apesar de cozerem a sua broa de centeio ou milho a partir dos cereais que produziam, preferiam comprar o pão de trigo já cozido, ainda que o tal padeiro da minha família lhes vendesse toda a farinha de trigo que eles quisessem, mas eles usavam-na para as suas culinárias e preferiam o pão dele... safa que grande e cansativa era a volta das aldeias uma vez por semana por estradas de terra através da montanha.
Poder-lhes-ía dizer que ajudei o meu pai a construir um forno de abóbada com tijolo refractário, que era eu que acendia o forno e que avaliava a temperatura, que ajudava a minha mãe a amassar e a enfornar o pão... Que a tia Rita (irmã do avô) que era muito Católica muito Apostólica e muito Romana dizia às sobrinhas "Ai menina esse bico não, ponha dois rolinhos de massa em cruz."; "Por amor de Deus não faça uma racha se é de talhar é talhar em cruz." Mas isto da genitália feminina fica para depois.
Por agora a quem me disser que estou enganado eu apenas respondo: Têm razão Vossas Mercês. Vossas Mercês "é mais bolos" não é?...
Bolo de São Gonçalo, Amarante, Portugal.
Então eu também lhes poderia dizer que sim, e que não, isto do Pão.
Que é de muita observação e conversa com quem o faz... que há padeiros na família. Mas isso há na de todos os que vieram da aldeia porque aqui há uns anos o pão era feito em casa e cozido no forno comunitário. Mas refiro-me aos padeiros que têm padaria à antiga, agora chamam-lhes panificações, daqueles que amassavam à mão e depois faziam a venda porta a porta pelas aldeias, onde as pessoas apesar de cozerem a sua broa de centeio ou milho a partir dos cereais que produziam, preferiam comprar o pão de trigo já cozido, ainda que o tal padeiro da minha família lhes vendesse toda a farinha de trigo que eles quisessem, mas eles usavam-na para as suas culinárias e preferiam o pão dele... safa que grande e cansativa era a volta das aldeias uma vez por semana por estradas de terra através da montanha.
Poder-lhes-ía dizer que ajudei o meu pai a construir um forno de abóbada com tijolo refractário, que era eu que acendia o forno e que avaliava a temperatura, que ajudava a minha mãe a amassar e a enfornar o pão... Que a tia Rita (irmã do avô) que era muito Católica muito Apostólica e muito Romana dizia às sobrinhas "Ai menina esse bico não, ponha dois rolinhos de massa em cruz."; "Por amor de Deus não faça uma racha se é de talhar é talhar em cruz." Mas isto da genitália feminina fica para depois.
Por agora a quem me disser que estou enganado eu apenas respondo: Têm razão Vossas Mercês. Vossas Mercês "é mais bolos" não é?...
Bolo de São Gonçalo, Amarante, Portugal.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
domingo, 2 de agosto de 2015
Vulva, Phallus e Pão.
A broa é o verdadeiro pão.
As broas antigas eram de painço depois foram de centeio, de trigo e agora são de milho.
A palavra broa é muito antiga e deve ter vindo com as pessoas que trouxeram as sementes com as quais se fazia o pão.
Essas pessoas que vieram a pé do Oriente e de África e que nos deram a existência e a cultura, dos quais perdemos o rasto e cuja memória apenas sobrevive na etimologia, são os mesmos egrégios avós dos irmãos que agora deixamos morrer em naufrágio, ou em campos de concentração, na Grécia, em Itália, em Espanha ou em França.
A palavra broa existe em várias línguas bröt, bread, brood, breid, brea, broa. As palavras modernas derivam de termos arcaicos em que surpreendentemente a fonética se manteve. Para mim isso atesta a importância dessa tal broa como alimento universal. O termo parece indicar o produto fermentado, levedado e consolidado com a cozedura. Mas nada disso me interessa agora. Também não me vou perder agora na linguagem técnica das padeiras e dos padeiros tradicionais que para o fermento usam termos como crescente e para a massa que está a levedar dizem estar prenhe, ou estar finta.
O que me interessa agora é a forma do pão.
Não vou fazer uma reflexão profunda não tenho conhecimento para isso mas hoje deu-me para aqui.
O pão português que de dia para dia se perde e se transforma em pasta mal levedada e mal cozida terá sido dos melhores pães do mundo. Assim o dizem as comunidades para onde Portugal exportou os seus padeiros: Brasil, África do Sul, Venezuela, América do Norte...
Agora que a modernidade parece ter destruído a rusticidade e a qualidade do pão tal como já acontecera noutros países da Europa resta-nos lutar para que ela possa permanecer e regenerar-se na intimidade dos que ainda fazem o seu pão.
E já agora que não acabem os seus formatos tradicionais com subtis conotações à genitalia de tradição fortemente pagã.
As broas antigas eram de painço depois foram de centeio, de trigo e agora são de milho.
A palavra broa é muito antiga e deve ter vindo com as pessoas que trouxeram as sementes com as quais se fazia o pão.
Essas pessoas que vieram a pé do Oriente e de África e que nos deram a existência e a cultura, dos quais perdemos o rasto e cuja memória apenas sobrevive na etimologia, são os mesmos egrégios avós dos irmãos que agora deixamos morrer em naufrágio, ou em campos de concentração, na Grécia, em Itália, em Espanha ou em França.
A palavra broa existe em várias línguas bröt, bread, brood, breid, brea, broa. As palavras modernas derivam de termos arcaicos em que surpreendentemente a fonética se manteve. Para mim isso atesta a importância dessa tal broa como alimento universal. O termo parece indicar o produto fermentado, levedado e consolidado com a cozedura. Mas nada disso me interessa agora. Também não me vou perder agora na linguagem técnica das padeiras e dos padeiros tradicionais que para o fermento usam termos como crescente e para a massa que está a levedar dizem estar prenhe, ou estar finta.
O que me interessa agora é a forma do pão.
Não vou fazer uma reflexão profunda não tenho conhecimento para isso mas hoje deu-me para aqui.
O pão português que de dia para dia se perde e se transforma em pasta mal levedada e mal cozida terá sido dos melhores pães do mundo. Assim o dizem as comunidades para onde Portugal exportou os seus padeiros: Brasil, África do Sul, Venezuela, América do Norte...
Agora que a modernidade parece ter destruído a rusticidade e a qualidade do pão tal como já acontecera noutros países da Europa resta-nos lutar para que ela possa permanecer e regenerar-se na intimidade dos que ainda fazem o seu pão.
E já agora que não acabem os seus formatos tradicionais com subtis conotações à genitalia de tradição fortemente pagã.
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