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sábado, 3 de junho de 2017

Não é salvar o planeta; estúpido!




Não tens de salvar o planeta; estúpido! Tens é de salvar o ambiente em que vives. O planeta já existia antes de ti; bandido! O planeta continuará a existir depois de ti; alarve. Os dinossauros que andaram por onde andas, extinguiram-se há 65 milhões de anos, mas conseguiram permanecer durante 165 milhões de anos, mais milhão menos milhão. E tu ganancioso? que andas por cá há um milhão de anos? quanto tempo mais conseguirás viver? 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Hoje que passam 31 anos sobre o desastre de Chernobyl temos de falar de Fukushima. Mas também temos de ter a consciência que junto a nós temos Almaraz e a ganância, a avidez e a arrogância radioactiva do Estado Espanhol.

Não houve tempo ainda. Talvez não venha a haver tempo para se falar e editarem livros sobre Fukushima. O regime não é Soviético, é outro. O tempo não é de esperança, o tempo é outro, a inocência só se perde uma vez e isso aconteceu há 31 anos. 

Em tempos tentei explicar a um colega que pensava que numa central nuclear a energia era retirada directamente do átomo com o uso de processos do domínio da ficção científica. Disse-lhe que o funcionamento de uma central nuclear grosso modo era uma grande panela de pressão que produzia vapor. Recentemente ouvi uma investigadora da área referir-se ao aproveitamento da energia nuclear como "Uma chaleira de água a ferver que não lembraria ao Diabo". Aprendizes de feiticeiro que somos, iniciámos já um caminho sem retorno que levará à nossa perdição. Estaremos talvez já a viver a profecia bíblica do "fim dos tempos".

Em Fukushima hoje, como há 31 anos em Chernobyl, oculta-se a informação. Dissimula-se a verdade.
Em Chernobyl invocava-se a necessidade de não criar alarmismo, em Fukushima a receita é a mesma, mas a dimensão da tragédia é de dimensão apocalíptica. Em Fukushima as populações evacuadas estão a ser ameaçadas com a subtracção dos apoios até agora prestados e assim forçadas a regressarem às zonas contaminadas de onde fugiram. A perda de contaminantes na água de arrefecimento do material radioactivo que continua em fusão e em afundamento no solo continua para os níveis freáticos e para o mar, e apesar das notícias para o mundo dizerem que tudo está bem, continuamente sem solução, são armazenadas 400 toneladas por cada um dos três reactores que derreteram e se mantêm em fusão Todos os dias esta água é armazenada em tanques precários onde já são detectados vazamentos.

 

 
As previsões para a descontaminação dizem que o trabalho durará por 100 anos e que a tecnologia para recolher o material em fusão ainda não foi inventada. Possivelmente nunca o será, e a solução será encerrar o material radioactivo que permanentemente produz calor e funde a temperaturas que podem atingir os 5000 graus Celsius, dentro de sucessivas caixas de betão, como se de uma colossal Caixa de Pandora se tratásse.


sábado, 11 de março de 2017

Almaraz é aqui ao lado e Castela de má memória fica ainda aqui tão perto. Faz hoje seis anos que aconteceu o acidente nuclear de Fukushima.

Quando o desastre de Fukushima aconteceu e preocupado segui o desenvolvimento da crise nuclear e a contaminação radioactiva, deparei-me com o labirinto complexo da equivalência entre unidades de medição da radiação.
A partir dessa altura não só os japoneses mas todos nós ficámos expostos a essa contaminação crescente.
Torna-se difícil saber do perigo e dos riscos a que estamos submetidos com tantas unidades de medida utilizadas, com múltiplos e submúltiplos. Com tantos critérios de avaliação diferentes não se sabe fácilmente, ou pelo menos eu não sei, o que é radiação considerada "normal", "aceitável" ou "danosa".

As principais unidades são o Sievert e o Gray mas há muitas outras como o Rad, o Röntgen, o Becquerel, etc. O Sievert é talvez a unidade de medida de radiação que parece mais explícita, mas é frequente ouvir ou ler que "uma dose de cerca de 500 R (Rad) em 5 horas é letal para os humanos" ou que "uma dose típica de radiação de fundo para um humano é de 200 mR por ano".
1 Rad = 0.01 Sievert 



O Sievert: (símbolo Sv)

O Sievert é uma unidade derivada do Sistema Internacional (SI) que mede a dose de radiação absorvida pela matéria viva, que é afectada pelos possíveis efeitos biológicos produzidos.

Esta unidade dá um valor numérico com o qual se podem quantificar os efeitos estocásticos ou seja os efeitos cumulativos aquilo que no organismo se acumulou.

São efeitos em que a probabilidade de ocorrência é proporcional à dose de radiação recebida, sem a existência de limiar. 

O que significa, que doses pequenas, abaixo dos limites estabelecidos por normas e recomendações de radio-protecção, podem induzir tais efeitos. 

Entre estes efeitos, destacam-se as doenças oncológicas. A probabilidade de ocorrência de cancro radio-induzido depende do número de clones de células modificadas e da consequente multiplicação no tecido ou órgão. A sobrevivência de pelo menos um destes clones é suficiente para garantir a progressão da anomalia, da doença cancerígena, isto dentro do processo normal de multiplicação e regeneração celular feita pelo nosso corpo. O período de aparecimento, detecção, do cancro após a exposição pode chegar até 40 anos. 

No caso de leucemia, a frequência do aparecimento da doença oscila entre 5 e 7 anos, com período de latência de 2 anos.



A diferença do Sievert (Sv) com o Gray (Gy)

O Gray mede a energia absorvida por um material (unidade de dose absorvida) é uma unidade de medida de protecção em radiologia e protecção radiológica para pessoas expostas a radiações ionizantes: Por exemplo em trabalhadores ligados à imagiologia médica que utilizem raio-X ou outras fontes de radiação, ou em pacientes submetidos a tratamentos de radiologia. Esta energia absorvida medida pelo Gray é diferente da dose efectiva que mede o Sievert que já é corrigido de forma a tomar em consideração o dano biológico.

Usa-se a equivalência 1 Sv = 1 Gy para as radiações electromagnéticas (Raios X e Gama) e para os electrões, mas para outras radiações deve utilizar-se um factor corrector que será de 20 para a radiação alfa, e de 1 a 20 para neutrões livres.
 

 Existem três modalidades de radiações denominadas alfa, beta e gama que podem ser separadas por um campo magnético ou por um campo eléctrico:

Radiação alfa (α):

Também chamada de partículas alfa ou raios alfa, são partículas carregadas por dois protões e dois neutrões, sendo, portanto, átomos de hélio. Apresentam carga positiva +2 e número de massa 4.

A radiação alfa é um tipo de radioactividade em que um núcleo de hélio é produzido. Por exemplo, o urânio 238 desintegra-se em tório 234 e em hélio 4. Este núcleo de hélio é assim chamado de partícula alfa. A partícula é positivamente carregada e maciça. Embora sejam partículas de movimento lento em termos de velocidade da luz, (atingem uma velocidade de 20.000 km/s) elas são extremamente perigosas dentro do corpo humano devido às queimaduras e outro tipo de lesões que podem provocar.

A radiação pode induzir a radioactividade artificial e em alguns elementos causar fluorescência. Apesar de serem bastante energéticas, as partículas alfa podem ser barradas por uma folha de papel, no entanto ocasionalmente a radiação alfa pode passar através de folhas metálicas finas sendo as partículas desviadas à medida que atingem os núcleos dos átomos na folha. Estas partículas alfa só podem alcançar uma pequena distância no ar antes de serem absorvidas.



Radiação beta (β):

Raios beta ou partículas beta, são electrões, partículas negativas com carga –1 e número de massa 0, assim também podem ser desviados por um campo magnético. Por exemplo quando um neutrão muda para um protão e os electrões de alta energia são ejectados do seu núcleo, isso é conhecido como radiação beta. Estas partículas carregadas negativamente movem-se entre 90 e 95 por cento a velocidade da luz e podem penetrar a pele humana. A radiação beta produz fluorescência e afectará materiais fotográficos, mas tem pouco poder ionizante.

As partículas beta são mais penetrantes e menos energéticas que as partículas alfa, conseguem atravessar lâminas de chumbo inferiores a 2 mm de espessura ou lâminas de alumínio até 5 mm no ar, mas são barradas por uma placa de madeira de 2,5 cm de espessura.



Radiação Gama (γ):

Raios gama ou radiações gama são ondas electromagnéticas. São semelhantes aos fotões não têm carga e a sua massa é quase nula. Emitem continuamente calor e têm a capacidade de ionizar o ar e torná-lo condutor de corrente eléctrica. A sua velocidade é a velocidade da luz (300.000 km/s). Qualquer núcleo radioactivo que emita radiação alfa ou beta tem a radiação gama sempre presente.

Julgo que foram elas as responsáveis pelas avarias causadas nos sistemas eléctricos e electrónicos dos robôs que operaram em Chernobyl e dos helicópteros que transportavam água para o arrefecimento dos reactores de Fukushima. Infelizmente num e noutro caso foi necessário que as pessoas se substituíssem às máquinas com o seu sacrifício próprio comprometendo a sua saúde a curto, médio e longo prazo.

As partículas gama percorrem milhares de metros no ar, são mais perigosas, quando emitidas por muito tempo e podem causar má formação nas células. Os raios gama conseguem atravessar chapas de aço de até 15 cm de espessura, mas são barradas por grossas placas de chumbo ou paredes de betão. A radiação gama tem poder de penetração considerável, embora também possa ser absorvida por alguns materiais, como o chumbo. 

Parece que na Ucrânia, pelo menos em Kiev, se podem comprar nas farmácias medidores de radiação com a mesma facilidade com que aqui em Portugal se compram medidores de pressão arterial.

 Os dados estatísticos em 2011 indicavam que a expectativa para os adultos nascidos até essa data relativamente ao ano 2050 no que diz respeito ao risco do padecimento de doença oncológica era de 33 por cento. Ou seja, uma em cada três pessoas sofreria de uma dessas doenças pelo menos uma vez durante a sua vida. Agora seis anos após o acidente de Fukushima a expectativa é de que 50 por cento, uma em cada duas pessoas, metade dos nascidos, venham a adoecer durante a sua vida. 

O futuro não é risonho com Almaraz aqui ao lado e com Castela imperialista e de má memória ainda tão perto. Lembro-me sempre que em 1975 morreu aqui ao lado um ditador fascista responsável por uma Guerra Civil sanguinária que defendeu uma tese na academia militar que frequentou cujo tema era a invasão de Portugal. 





segunda-feira, 11 de março de 2013

Em Fukushima há duas Centrais Nucleares.

A Central Número 1 não resistiu a um sismo neste mesmo dia, há dois anos.

Em Japonês número um diz-se Dai ichi.

Infelizmente o maior número de vítimas e talvez as que serão mais gravemente afectadas ainda não tinham nascido quando o acidente ocorreu.
 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Bio-robôs, existiram em Chernobyl, existiram em Fukushima mas existem na insuspeita França e em todos os locais onde houver resíduos radioactivos ou acidentes com energia nuclear.

Chernobyl pode acontecer em qualquer central nuclear.






1.

A tale of grief and woe

Came to pass in the land of the KGB

There, in the middle of the Ukraine

The Divine Spirit no longer rests

I'll give you the lowdown

In Chernobyl by the Pripyat River

The Divine Spirit need no longer glow

Everything is already glowing by itself


2.

Energy, oh, it's great

But someone made a little mistake

There, in the proud land of the Russ

They almost melted down the world

Everything's fine, under control

Said the Politburo

But on both right and left

Everyone's afraid to drink the milk


3.

And since the mess on the Pripyat

The whole world's hate salad

From Kamchatka to Canada

Everybody has to drink soda

So what does that place have to do with me?

It's Jews who used to live there

Today, on our ancestor's graves

A new Angel of Death is dancing

 

4.

Don't think it can only happen

In that far-off land

Be it Kiev or Detroit

Death will catch up with you all the same