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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Laréu

"Andar no laréu" ou "ir para o laréu",é uma expressão que significa andar em liberdade, andar a divertir-se.






  Fica aqui um sítio em que é possível recolher informação do que se passa aqui pelo burgo e arredores, que pode ser usufruído à maneira antiga, isto é, sem pagar nada.
O melhor é copiar a ligação e partilhar com os outros porque se tiver poucas visitas acaba.
https://vouprolareu.wixsite.com/lareu





quarta-feira, 24 de junho de 2015

Piri- Piri, malagueta, pimenta, ou mais exactamente, jindungo cahombo.



Trouxeram-me jindungo-de-cahombo de Angola. 

    texto: www.ecologicstation.com
 
Variedade residente das províncias de Luanda e Benguela, cercanías do Vale do Cávado, localizadas a noroeste e oeste de Angola, respectivamente. Muito resistente, cresce a 90 cm de altura por 60 cm de largura.  Tem preferência por climas quentes e húmidos, típico das florestas tropicais, com solo profundo, solto e bem drenado e rico em matéria orgânica, com pH entre 6,6 e 7,6, apesar de conviver com facilidade em zonas menos favorecidas desde que as temperaturas se mantenham elevadas.
As flores, de pedicelo inclinado na antese, surgem em numero de 1 a 3 por nó, com corola amarelo-esverdeada sem manchas na base dos lobos das pétalas, e anteras de coloração azul !!!.
Frutos, pendentes, em formato arredondado ou ligeiramente oblongo, mas sempre irregulares, configurando lóbulos com dimensões de 2,5 X 2,3 cm. Surgem em quantidades moderadas, deixando a planta muito bonita. Com a superfície completamente irregular, em forma de folhos apresentam coloração verde escura (imaturo), que passa gradualmente ao laranja e vermelho intenso brilhante (maduro). São muito aromáticos, com o sabor típico das Habaneros misturado a um toque selvagem, identificado como cheirando a cabra, de onde vem o nome ("kahombo" = cabrito). Dado o seu cheiro característico, o jindungo-de-cahombo, reluta muita gente. Contudo é bastante saboroso e reflecte na culinária o seu profundo e exótico aroma, com o tal sabor selvagem que faz as delicias dos seus apreciadores e simultaneamente tão profundamente rejeitado pelos seus detractores.
Cada fruto contém uma média de 30 sementes de côr creme, que germinam num período de 10—18 dias. A colheita, inicia-se 160 dias após a sementeira, para frutos maduros.
  Na sua região, é usada fresca na preparação de molhos para temperar vários tipos de pratos, nomeadamente a tão característica "muamba—de—galinha" à Angolana.

Já semeei em três sítios diferentes, e já dei a dois cultivadores meus conhecidos algumas malaguetas para que fizessem o mesmo.
A ideia é retribuir ao amigo que me ofereceu as malaguetas de jindungo cahombo um vaso com uma planta carregada de malaguetas.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Exposição virtual - Plantar a água.

40 Laurus nobilis


Semear bagas de Loureiro, em vasos feitos a partir de garrafões de água de plástico usados que foram deitados fora.
Esperar que nasçam as árvorezinhas.
A germinação já experimentada é de 2 para 10 bagas semeadas.
Fotografar crescimento durante um ano e fazer filme com a sequência fotográfica, o crescimento deve ser aproximadamente de 0,20m radicular por 0,40m de altura vegetativa exposta. 
Com as fotos fazer livro com dimensão de um postal de correio que ao desfolhar provoque a animação. As folhas devem poder ser destacadas para envio postal.
Expor 40 vasos com os loureiros durante 40 dias. O espaço deve ter luz solar e pode ser descoberto e em ar livre.
Na exposição projectar o filme feito com as fotografias.
Fazer o enquadramento histórico da utilização do loureiro desde a antiguidade pela cultura grega e romana.
Entretanto durante a exposição preparar o terreno para a plantação dos Loureiros. O terreno não deve ser encharcado, o loureiro gosta de ter água mas o terreno deve ter boa drenagem: marcar o terreno e abrir covas com 0,80m de profundidade a 3,00m de distância radial entre os centros da próxima cova. Adubar ou estrumar o fundo da cova com 0,10m cobrir com 0,10 m de terra para depois ser colocada a árvore. 
Plantar em Janeiro no Crescente Lunar. Plantar em paralelo duas filas duplas formando alameda (10 loureiros no comprimento 4 loureiros na largura).
Após plantação regar o pé das árvores mesmo que esteja a chover. Só não é necessário se após a plantação chover copiosamente . 
Em todo o processo devem ser envolvidos os menos idosos e os mais idosos, as crianças das escolas e os mais velhos que se disponibilizem.
    
A obra continuará indeterminadamente enquanto existirem os Loureiros e deverá frutificar e ser multiplicada na medida das bagas produzidas que sejam levadas e semeadas. 
A exposição pode e deve ser experimentada com outras árvores:  CEREJEIRAS, CASTANHEIROS, OLIVEIRAS, etc. etc. 
Com outra geometria e outra dimensão, a exposição deverá tomar outra forma quando forem escolhidos árvores diferentes que se misturem e convivam na harmonia de uma paisagem multidimensional, de um ecossistema.
                                                                                                                                

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Querem roubar as sementes que são de todos.


Publicado em 06/05/2013 por Luís Alves
 
Escrevo este texto hoje no papel de guardião de sementes, de agricultor que pratica modo de produção biológico, preocupado com o futuro do Planeta, com o futuro das sementes, que os nossos antepassados souberam preservar, com proveito para todos nós, enquanto espécie.

A nova lei das sementes, aprovada ontem pelos comissários europeus, e apesar de ter tido em conta algumas derrogações, é uma ameaça à agrobiodiversidade, à pequena e média agricultura local, dando poder absoluto à comissão europeia para abolir derrogações ou estabelecer novos limites quando bem entender.

Criará enormes obstáculos à preservação de espécies e variedades, abrindo caminho ao agro-negócio gerido pelas gigantescas corporações, que pretendem a normalização e o estabelecimento de regras de propriedade intelectual sobre estas sementes.

Portugal tem neste caso uma enorme responsabilidade histórica, fomos nós que globalizámos boa parte de todas as plantas que são hoje utilizadas pela humanidade. Hoje, estas plantas e as suas sementes, de polinização aberta, são de todos.

Deveríamos por isso ter um papel activo na defesa de um dos últimos bastiões de igualdade, de proporcionalidade, de liberdade individual. Se nos retiram as sementes, a seguir será a água, depois a Terra, depois só nos resta a escravatura e mais uma idade das trevas.

Mas não temos... ainda ontem a ministra da agricultura discutia com o seu homólogo espanhol, a convite de um banco e de um jornal português, a agricultura sustentável como uma das apostas da economia portuguesa para superar a crise... Na semana anterior, Portugal foi um dos 8 países da comunidade que votou contra a proibição de pesticidas que afectam as abelhas, e que podem levar todos os seres vivos à extinção em massa.

Sou agricultor e jardineiro, há mais de 15 anos que produzo as minhas próprias sementes, tal como os meus antepassados. Tenho em produção centenas de espécies de plantas, algumas das quais fomos melhorando através de selecção massal, ou seja, escolhendo ao longo do tempo os indivíduos mais fortes e mais aptos. Estas sementes são regularmente trocadas com inúmeras pessoas e instituições. Aquilo que sou hoje seria impossível sem que esta troca existisse.

Os problemas de fome e miséria nunca se resolverão homogeneizando as sementes, afunilando a biodiversidade alimentar, há outros caminhos, que talvez por não valerem dinheiro, optámos por não seguir. Combater o desperdício alimentar tem que ser uma prioridade para os seres humanos, produzir alimentos localmente e de forma sustentável também. E já agora, falar menos de sustentabilidade e practicar mais sustentabilidade é urgente. E aqui refiro-me, está claro, a todos nós.
                                                               Luís Alves