A Malaposta como o nome indica era um dos pontos do circuito postal de recepção e expedição de correio. Era também local de assistência ao próprio serviço postal e aos passageiros que com ele partilhavam a carruagem. Havia a muda de cavalos com os ferreiros, ferradores, palafreneiros... e havia a estalagem com casa de pasto para os viajantes que pernoitavam ou apenas tomavam refeição antes de continuarem viagem.
Hoje a Malaposta em Odivelas mesmo junto aos restos da muralha que faz agora duzentos anos foi construída para deter as tropas de Napoleão, está cingida pelas vias de comunicação modernas. O edificio de meados do séc. XIX que felizmente foi preservado, serviu de modelo a outros construídos na linha que levava a Mala Postal até Coimbra e outras cidades. Resta o modelo ainda que adaptado a novas funções, as outras estações de muda das diligências perderam-se. A Malaposta é hoje um centro cultural com sala de exposição onde se pode fruir além das artes plásticas, teatro, música, bailado, cinema etc.
As peças na sala da exposição.
No exterior da sala de exposições. O espaço do jardim público onde decorre a oficina de escultura ao ar livre. As pedras cortadas para início do trabalho de retirar o que está a mais.
O trabalho ao ar livre na execução de uma peça para o Jardim Público da Azambuja.
Durante 10 dias do esboço à montagem final sem interrupção...
Com algumas pausas para receber os meninos;
receber os eméritos da Azambuja;
os eméritos que vieram de fora como o grande artista Cruzeiro Seixas;
E por fim a inauguração com o Senhor Presidente da Câmara da Azambuja Dr. Joaquim Ramos ao lado da Escultora Beatriz Cunha.
O Uro!
A peça foi parcialmente roubada.
É preciso ganhar coragem.
Vencer o choque e o desgosto para poder recomeçar
Esboçar de novo em novo bloco de pedra.
O trabalho recomeça do início.
A cabeça depois de terminada.
o último esforço para içar a cabeça para a sua posição, após a aplicação de cola especial para pedra.
Após ter sido colocada a cabeça na sua posição.
Tudo como antes, como se nada tivesse acontecido.
This is a contentador! This contentador is a container and also a multimedia art form with the purpose of communication. It results of all art forms done before. It aims the ethic ideal of respect for all animals and nature. It intends to be a form of spiritual comfort and well being in the path of truth art.
Onte um jernal do tipe coisa e tal, trouxe reportaij sobre o qus pertegueses parciam aos senhores da National Geographic tão important é a maneira come nos veiem. Coisas de reiting é cert. Dizia o jernal coisa e tal qus outres diziam quem Pertugal as mulheres eram benitas e etc. e que eram benitas sempre carregadas com grandes cargas à cabeça e pesos e fardos e cêstos tou a imaginar e sempre descalças porque eram avêssas aos sapatos e apesar da lei andavam sempre bonitas bestas de carga e descalças tal qual animal. Por isso o jornal coisa e tal dá uma importância ao que diz a revista do moderno aventureiro, neocolonialista, desportista próradical, superficial quanto baste, mas o tal jornal não foi ver que olhos eram esses que nos viam e porque assim nos viam. Outra coisa me chamou a atenção: no princípio do século XX éramos os mais baixos da europa mas também os europeus que maior cabeça tinham. Estas comparações estatísticas e antropométricas entre letrados os outros e analfabetos nós, bem como a maravilha que para o visitante estrangeiro parecia ser a perícia dos artesãos fôsse qual fosse a sua arte; joalheiros ou carpinteiros não deixa de me fazer sorrir pela sobranceria do observador mesmo que a sua aparente candura iluda o propósito da observação. Este tipo de observações que ontem como hoje não exige reparação por parte do sujeito de estudo é semelhante ao abuso destrutivo e torcionário a que são submetidas as cobaias de laboratório. A perversão aqui é que as cobaias são seres livres no seu habitat e nenhum propósito intencional de agressão lhes é dado a conhecer. São por isso apanhadas desprevenidas.
Parece abstracto? Pois bem a meio da década de 80 fábricas de cablagem (fabricam os cabos e os terminais de ligação dos sistemas eléctricos dos automóveis, luzes, ignição, sistemas de segurança etc.) instalaram-se nos meios rurais, onde havia mulheres descalças bonitas, descalças sempre com carrêgos pesadíssimos à cabeça, mulheres muito hábeis de mãos nas suas malhas e bordados sobretudo muito rápidas e destras na execução das rendas de bilros. Essas mulheres e só elas foram trabalhar para a fábrica que pagava bem. Muito melhor que o trabalho rural à jorna, melhor que qualquer outro trabalho disponível nesses meios rurais.
Poucas terão dado importância ao encerramento de fábricas semelhantes na Holanda ou na Bélgica, na mesma altura em que cá eram inauguradas. Os ritmos de trabalho destas fábricas são altíssimos. São fábricas "zero defeitos" o que significa que não é admitido o menor êrro. A inspecção estatística que usa amostragens apertadas quando detecta uma deficiência obriga à escolha de todas as peças feitas, uma a uma. As equipas de trabalhadoras funcionam em linhas de produção. Labutam até à exaustão e competem entre si e de turno para turno. São fábricas que trabalham "just in time", ou seja não produzem para reserva (stock) que lhes amorteça alguma falha de produção, tudo o que produzem é imediatamente expedido para redução de custos de logística com a armazenagem. Por isso quando foram detectados problemas de cansaço e desgaste físico rápido em trabalhadoras de algumas destas linhas de fabrico nada foi feito. Com a conivência ou a impotência da fiscalização e da medicina no trabalho a que essas empresas por lei estavam obrigadas, muitas mulheres foram sacrificadas no altar do lucro máximo. A sua estrutura muscúlo-esquelética ficou irremediávelmente destruída.
Muitas deixaram de conseguir sequer segurar um copo de água e para o beberem têm de usar as duas mãos ou uma ortótese que ligue o braço ao copo. O "just in time" que impunha um ritmo desenfreado a estas operárias abrandou apenas quando o número de casos de invalidez se tornou impossível de abafar ou imputar à constituição física da trabalhadora, e mais do que isso começou a aparecer na televisão. A solução para o problema encontrou-se quando se interromperam os movimentos repetitivos feitos por longos períodos de tempo. As incapacitantes tendinites de esforço diminuíram drásticamente com pequenas pausas e mudança para tarefa com movimento diferente.
Isto vem a propósito também de que agora se anda espalhando que (...)os gregos estão em crise financeira porque por exemplo consideram as cabeleireiras uma profissão de risco. -Julgo que o que o meu interlocutor queria dizer era que na Grécia a profissão de cabeleireira tem o estatuto de desgaste rápido, e por isso permite uma reforma antecipada. Como bom português que é o meu interlocutor foi apanhado distraído e foi manipulado. Era uma discussão alongada isto das profissões de desgaste mas de facto eu não quereria passar a minha vida em pé com os braços levantados à altura dos ombros e dobrados pelos cotovelos contra o peito, cheirando perfumes, corantes, fixadores e toda a espécie de químicos aerossois. As empregadas de balcão as cabeleireiras e outras profissões partilham varizes, doenças coronárias, lesões ao longo da coluna vertebral e morte súbita precoce. Mas há sempre alguém que apela ao nosso sentimento de inveja mostrando que ao outro não é devido o que a mim não fôr devido, que o outro só pode ter depois de eu ter também.
Por esse andar voltaremos a trabalhar de sol a sol 12, 16 horas por dia, sendo proletários, ganhando para a prole que alimentará as guerras e as fornalhas.
Entretanto as tais fábricas de cablagem que fecharam cá abriram portas na Républica Checa na Bulgária e estão com certeza a caminho de outro lugar até à China e ao fim-do-mundo.
My mother has a special place where she focuses her attention in terms of religious matters.
She is devoted of Saint Antony a saint born in Lisbon and deceased in Padua. She is also devoted of our Lady of the Rosary of Fatima.
Among old and new artisan’s handicraft, less naïf or less erudite representations of saints and dear ones photos; sacred is like a mirror in which one could see is innerself.
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Estes campeões não se batem por causas maiores, nem pela defesa da honra, nem pelos mais fracos, nem pelos indefesos ou desvalidos. O seu campeonato é coisa de rapazes. Também coisa de rapazes foi essa ideia de manipular as pessoas e à força do que não estava a acontecer, fazer o acontecimento. Fazer com que as pessoas mais ou menos adeptas do jogo da bola e do clube em particular se deixassem contagiar pelo espírito da multidão e viessem para a rua manifestar-se.
Os jornais da manhã de hoje falavam em muitos milhares de pessoas na rua. Um deles falava em cinquenta mil pessoas. Este número mágico de 50 000 foi atingido em protestos sucessivos de cidadãos, contra políticas de direita, dos governos do partido chamado Partido Socialista. Ora nessa altura este número foi menosprezado por um rapazola da moda que é sempre apresentado como professor. Dizia ele que 50 000 era o número de espectadores que assistiam aos jogos da bola importantes e digo eu, os dos clubes chamados grandes e que são sempre os mesmos a ganhar os tais campeonatos.
Após esta astuciosa relativização do protesto de rua, os números e o descontentamento têm vindo a aumentar. Os últimos protestos de rua várias vezes chegaram aos 200 000. Tal facto desautorizou o dito professor, vendedor de verdades absolutas e banha da cobra. Talvez por isso um jornal de rapazes amigos, poder-se-ia dizer mesmo, amigalhaços; vinha já hoje falando que na rua estiveram duzentos mil, o novo número mágico para desvalorizar caso não seja a manifestação uma coisa de rapazes. A má notícia de ontem ficou submersa ontem e hoje. Amanhã falar-se-á da visita do Papa do Vaticano e a má notícia como música de fundo passará sem discussão até que se entranhe e de novo se transforme o que não aconteceu num acontecimento irreversível.
Ora a notícia má não serei eu que a vou repetir. Só não ouve, não vê e não entende quem não quer. E segurar na parede barro que outros a ela atiraram não é coisa que eu esteja disposto a fazer.
Porque é que as agências de notação (agências de rating) são dos Estados Unidos da América?_________________________________________
Ainda na pré-história a pintura do próprio corpo para protecção contra o sol, o frio, os insectos; ou para a dissimulação de odores e melhor mimetismo nas caçadas ou nas disputas tribais, talvez tenha desencadeado um processo simbólico de rito temporal que tenha sido estendido às pedras onde se desenhavam e gravavam imagens. Na pedra,essas imagens, com a coloração e a luz indicada criariam melhor a ilusão de serem animadas.
As esculturas sacras que estão na exposição têm esta característica de parecerem ter vida.
Também o menir da Póvoa de Midões, ao ser caiado segue na linha desta tradição pictórica e mágica de unção, de derrame, de passagem de fluido. O menir é baptizado de branco e as forças pagãs que o erigiram, que o ereccionaram, são controladas, domadas por um deus maior. Tal como a gárgula que por vezes retrata uma realidade povoada de animais fantásticos, demónios e pecadores que ali na pedra são cristalizados para servir e dar caminho apaziguado às águas mais catastróficas, dos céus mais medonhos e tenebrosos que na mercê de Deus assim eram confiadas às cisternas.
O menir caiado fica na Póvoa de Midões, Concelho de Tábua. Ora como por coincidência, no museu de Cantanhede está em exposição a cópia de uma coluna ex-voto dedicada por um cidadão romano ao deus TABUDICO. Este deus autóctone, como muitos outros, foi integrado no culto que os romanos prestavam a incontáveis divindades. TABUDICO era protector dos construtores e esta coluna foi encontrada precisamente na berma de um troço de via romana. Esta via estava soterrada e só recentemente em obras de construção de novos itinerários, coincidentes com os antigos, ficou a descoberto.
Faz mais sentido para mim que o topónimo Tábua tenha sido originado a partir do nome da divindade romanizada do que, como sugere a voz corrente; derivar da abundância de madeira, ou derivar da hipotética existência de uma ponte em madeira. Seria normal o nome ser guardado como madeira caso da Ilha da Madeira ou do Rio Madeira no Brasil e não como tábua.
Esta parte de Portugal interior é cortada por grandes desníveis e por muitos cursos de água que devem ter desafiado a capacidade construtiva dos engenheiros latinos. E não me parece estranho que após a conclusão de pontes ou estradas se cumprissem votos
de agradecimento pelo que correu bem e poderia ter corrido muito mal.
Há muito menos tempo, fará em Setembro 200 anos que as tropas de Napoleão, comandadas pelo General Massena tiveram aqui grandes dificuldades em conseguir prosseguir a sua marcha.