domingo, 31 de outubro de 2021
sábado, 30 de outubro de 2021
terça-feira, 26 de outubro de 2021
domingo, 24 de outubro de 2021
The Great Picture Book of Everything; Hokusai's Unpublished Illustration... Independentemente do meu apreço por Hokusai, esta apresentação é a melhor publicitação que alguma vez vi de uma exposição do próprio museu onde é feita e da publicação de um catálogo. Tudo isto falando do artista, da sua cultura e do tempo em que viveu. É também uma demonstração do que a curadoria deve ser.
sábado, 23 de outubro de 2021
sexta-feira, 22 de outubro de 2021
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
quarta-feira, 20 de outubro de 2021
terça-feira, 19 de outubro de 2021
segunda-feira, 18 de outubro de 2021
domingo, 17 de outubro de 2021
sábado, 16 de outubro de 2021
domingo, 10 de outubro de 2021
sábado, 9 de outubro de 2021
sexta-feira, 8 de outubro de 2021
quinta-feira, 7 de outubro de 2021
terça-feira, 5 de outubro de 2021
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
"Heavy Colours". Na Galeria de Arte do Casino Estoril a Exposição com Escultura de Beatriz Cunha e Pintura de Branislav Mihajlovic é naugurada hoje quinta-feira 30 de Setembro pelas 19:00h e termina a 25 de Outubro de 2021. Texto no catálogo.
Os horizontes por construir
Vivemos um tempo em que o horizonte foge à contemplação. Encontramo-nos perdidos no turbilhão. Basculamos.
Há notícias de cidades longínquas
mergulhadas na bruma industrial em que grandes placards de luzes brilhantes anunciam
o nascer e o pôr-do-sol.
As fronteiras mais presentes e mais fechadas
delimitam territórios e tornam proíbido o que era livre. A Humanidade que
caminhou sempre e se ergueu caminhando, está agora confinada.
Encerradas as fronteiras às pessoas, apenas
as mercadorias passam e passam pessoas enquanto mercadorias.
Nunca houve tanta segregação nem tantos
muros foram erguidos.
A esperança é uma linha imprecisa que o
olhar adivinha no espaço e no tempo. O não desistir requer um esforço
continuado para transpor inumeráveis obstáculos mas não há alternativa para a
miragem.
A luz enfim materializa as cores e as
formas. A luz interior que revela a realidade que nenhum “smog” pode turvar. É
trabalho e responsabilidade do artista trazer essa luz.
Materializar os horizontes, concretizar
a cor que a percepção não encontra num tubo de tinta; sintetizar influências e
inquietações; recuperar dos escolhos destroços de naufrágios; reaproveitar
salvados para construir outra vez; ter presente a arqueologia, a história, a ciência
e a par dessa memória e entendimento buscar a totalidade é o que aqui nesta
exposição Beatriz Cunha e Branislav Mihajlovic se propõem.
Reflectir, encontrar soluções, dar
resposta e suscitar a curiosidade para perguntar de novo, para compreender o
inexplicado, é o que caracteriza este labor filosófico e oficinal que aqui se
mostra.
Luís Filipe Gomes
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
terça-feira, 28 de setembro de 2021
sábado, 25 de setembro de 2021
quinta-feira, 23 de setembro de 2021
quarta-feira, 22 de setembro de 2021
sábado, 18 de setembro de 2021
quinta-feira, 16 de setembro de 2021
quarta-feira, 15 de setembro de 2021
terça-feira, 14 de setembro de 2021
domingo, 12 de setembro de 2021
Acho que estou louco porque falo sozinho.
Acho que estou louco porque falo sozinho.
I think I'm crazy because I'm
talking to myself.
Je me trouve fou parce que je parle avec moi-même.
Penso
di essere pazzo perché parlo da solo.
Pienso
que estoy loco porque hablo conmigo.
Ich glaube, ich bin verrückt,
weil ich mit mir selbst rede.
Penso
que estou louco porque falo com os meus botões.
Digo
tudo isto cantarolando.
A
solidão não é mais do que gritar de dor.
A
criança que chama a mãe que não vem.
O gélido tiritar
nocturno gritando o nome do pai
que
não está e não pode vir
trazer
o cobertor de papa guardado na arca.
Acho
que estou louco porque penso em voz alta.
Acho
que estou louco porque grito de dor,
a tiritar
de frio grito pelo pai que morreu há 24 anos,
para
que me venha aconchegar a roupa
e
traga o cobertor de lã perfumado de cedro e cânfora.
Acho
que estou louco porque chamo pela mãe
e
ela não responde porque está afásica
nem
virá porque o seu lado direito sofre hemiplegia.
Penso
que estou louco porque o sujeito
que
fazia a triagem hospitalar queria saber
onde
tinha eu ouvido sobre a disartria
onde
tinha eu aprendido aquela palavra
e
não mostrou interesse em nada
nem em tudo o que eu lhe poderia dizer
para
ajudar que a minha mãe não piorásse.
Acho
que estou louco porque agora choro sozinho
por
tudo e por nada,
acho
que estou louco porque me ponho a cantarolar
tudo
isto quanto escrevo
como
se fosse uma canção alegre de despedida.
























