Há livros que não são para serem lidos
São para serem ditos por quem sabe
dizer.
São para serem ouvidos.
“Os Lusíadas”
assim são!
Há momentos que uma voz interior faz
isso.
Alguém que amamos ouvir. A voz da
amada.
A voz dos que amam os poemas, e a
língua,
O João Villaret, O Mário Viegas,
A Carmen Dolores, O João Grosso,
Outros e Outros ainda...
Mas há livros que são tão torrenciais
que parecem o gorgolejar de uma artéria,
como se a carótida fosse golpeada
ou a femoral perfurada.
Há artérias e veias que são poemas e soam
às golfadas como as notas de uma folia,
uma cadência urbana, um pulsar sem tino.


















































