sexta-feira, 21 de junho de 2013
Zélia Barbosa. Todas as canções que ela canta são verdadeiros hinos. O disco de 1971 infelizmente continua actual apesar do fim da ditadura militar, apesar da democracia, apesar das eleições directas, apesar de um partido dos trabalhadores ter chegado à governação, apesar de Lula... Infelizmente lá como cá a corrupção impera, promulgando leis feitas por medida e sob encomenda de quem detém a capacidade de exploração da riqueza alheia.
Yamataka Jindai é um ser excepcional que existe no Japão na cidade de Hokuto. Fotografia de Imakuman.
Ao contrário daqui, no Oriente o que é importante não é a cereja mas a flor de cerejeira. Chamam-lhe Sakura, à flor e à árvore.
Nós que preferimos o fruto à flor não associamos a floração das cerejeiras ao fim do Inverno; ao anúncio dos dias de tempo morno; à abundância do Verão.
O tempo breve da floração define a transitoriedade de tudo o que é belo e perfeito. Sakura é a metáfora da nossa própria existência, da impermanência da qual todos somos sujeitos e substância, e da longevidade, da imortalidade através da transformação de um ser noutra identidade.
Esta magnifica cerejeira a que chamam Yamataka Jindai (1) tem cerca de 2000 anos. Tornou-se num monumento vivo e transformou o sítio onde se encontra num local sagrado.
Hoje que é o dia de Solstício de Verão. Hoje que o dia é o maior dia do ano e a noite foi a mais curta, faz falta lembrar estes seres "invisíveis" a quem devemos a atmosfera respirável que usufruímos: As grandes e vetustas árvores e as mais minúsculas algas verdes microscópicas que são o fitoplâncton dos oceanos.
Enquanto saboreio as últimas cerejas deste ano vou enterrando os seus caroços. É forçoso que alguns deles nasçam e quem sabe, se venham a tornar belas e velhas cerejeiras.
(1)O seu nome significa a que foi plantada por Yamato Takeru e tem a idade dos Deuses.
Yamato Takeru é um mítico heroi do Japão da dimensão simbólica de Viriato e que terá vivido pela mesma altura.
Nós que preferimos o fruto à flor não associamos a floração das cerejeiras ao fim do Inverno; ao anúncio dos dias de tempo morno; à abundância do Verão.
O tempo breve da floração define a transitoriedade de tudo o que é belo e perfeito. Sakura é a metáfora da nossa própria existência, da impermanência da qual todos somos sujeitos e substância, e da longevidade, da imortalidade através da transformação de um ser noutra identidade.
Esta magnifica cerejeira a que chamam Yamataka Jindai (1) tem cerca de 2000 anos. Tornou-se num monumento vivo e transformou o sítio onde se encontra num local sagrado.
Hoje que é o dia de Solstício de Verão. Hoje que o dia é o maior dia do ano e a noite foi a mais curta, faz falta lembrar estes seres "invisíveis" a quem devemos a atmosfera respirável que usufruímos: As grandes e vetustas árvores e as mais minúsculas algas verdes microscópicas que são o fitoplâncton dos oceanos.
Enquanto saboreio as últimas cerejas deste ano vou enterrando os seus caroços. É forçoso que alguns deles nasçam e quem sabe, se venham a tornar belas e velhas cerejeiras.
(1)O seu nome significa a que foi plantada por Yamato Takeru e tem a idade dos Deuses.
Yamato Takeru é um mítico heroi do Japão da dimensão simbólica de Viriato e que terá vivido pela mesma altura.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
MUCAVELE - Balada P'ra Minhas Filhas
Gosto imenso do cantor moçambicano José Mucavele, é uma apreciação fundamentada em emotividade profunda mais do que resultado de um conhecimento extensivo da sua obra.
Por volta de 1985 ouvia-se na rádio uma música do seu disco "Atravessando Rios". Nunca tive o disco e passado esse tempo apesar de ter procurado não tornei a ouvi-lo. Até hoje. E hoje o sentimento reavivou-se!
Por volta de 1985 ouvia-se na rádio uma música do seu disco "Atravessando Rios". Nunca tive o disco e passado esse tempo apesar de ter procurado não tornei a ouvi-lo. Até hoje. E hoje o sentimento reavivou-se!
domingo, 16 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Ikezukuri - Santo António - Solo Bradley Manning - ......................... O grau de sofisticação de uma cultura pode ser também indicador do grau da sua mais aviltante barbárie.
E sonhei com Santo António
Sentado no restaurante japonês
Olhando a correnteza de bons bocados
Em pratinhos alinhados à vez
Circulando em transportador.
Os pagãos alheados no esplendor
Do colorido bufete
Esticavam o ramalhete
De dedos com sofreguidão
Santo António desolado
Olhando todo aquele sashimi
Ergueu as mãos em oração
“-Senhor, tanto peixe fatiado,
Quem ouvirá meu sermão?”
Em resposta o banqueiro-mor
Brandiu no ar a catana
E gritou: Ikezukuri (1)
Gêlo na cataplana
Vamos petiscar o frade
cantor!
Santo António que comia algas
E sementes como as aves
Foi pinçado em malgas
Com pauzinhos pelos bichos
E de suas palavras suaves
Só sua língua sobrou dos
lixos.
(1) Ikezukuri - requinte culinário de uma
terrível sofisticação e crueldade em que há vivissecção de animais e o seu
consumo imediato; forma de preparação de pratos culinários japoneses com
animais que são cortados vivos e por vezes comidos ainda vivos debatendo-se na
sua agonia.
Crueldade idêntica é utilizada na nossa cultura com a preparação de mariscos, crustáceos, e dos tão populares caracóis que são cozidos vivos.
Crueldade idêntica é utilizada na nossa cultura com a preparação de mariscos, crustáceos, e dos tão populares caracóis que são cozidos vivos.
Tomando como referência as palavras de Mahatma Gandhi: A grandeza de um país e seu progresso podem ser medidos pela maneira como trata os seus animais. Podemos a partir delas pensar que a maneira como são tratados os animais é uma forma de avaliar como poderão ser tratados os seres humanos.
Há ainda hoje um tabú na sociedade japonesa relativamente a esses modernos "desastres de guerra" que foram as experimentações ditas médicas e bioquímicas em populações civis e prisioneiros militares no período da ocupação da Manchúria e em que se chegou à vivissecção de seres humanos. Não serve isto para julgar diferente a sociedade japonesa daquele tempo. O fenómeno não é caso isolado nem pode servir para caracterizar individualmente.Não nos podemos esquecer de situações semelhantes que se passam ainda hoje um pouco por todo o lado onde existem situações em que se institucionalizam o Estado da Guerra e a Servidão. As populações perdem o seu direito à nacionalidade, à cidadania, à humanidade e nada mais são do que estatística, danos colaterais, …vida nua. Basta lembrar a denúncia feita por Bradley Manning cujo julgamento está presentemente a decorrer.
Mas dos animais e das experiências que com eles se fazem e do sofrimento que lhes é imposto em laboratórios médicos e granjas de produção industrial nem consigo falar.
O grau de
sofisticação de uma cultura pode ser também indicador do grau da sua mais aviltante barbárie.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
ERT - TELEVISÃO ESTATAL GREGA ENCERRADA PELO GOVERNO GREGO. ..."-OS POVOS MERIDIONAIS SÃO PREGUIÇOSOS E LASCIVOS. É OBRIGATÓRIO ENCERRAR TODOS OS MEIOS DE PUBLICITAÇÃO DESSAS DEGENERADAS MANEIRAS DE VIVER EM PAZ E ALEGRIA. GREGOS, PORTUGUESES, ITALIANOS, ESPANHÓIS... BREVEMENTE SERÃO TÃO SETENTERIONAIS COMO A VOZ DOS AMOS."
segunda-feira, 10 de junho de 2013
domingo, 9 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Feira do Livro - Rupert Sheldrake
Dois livros de Rupert Sheldrake.
Para perceber que o que antes se chamava intuição, sexto sentido, coincidência afinal é uma forma de interacção entre campos; o nosso campo com o dos outros e com o próprio universo.
Percebemos porque evoluem sem colidir um bando de estorninhos ou um cardume de sardinhas; porque nos voltamos para trás e olhamos directamente para quem estava olhando para nós; porque mantêm a mesma trajectória duas partículas atómicas que foram separadas quando apenas sobre uma delas se exerce
influência.
Para perceber que o que antes se chamava intuição, sexto sentido, coincidência afinal é uma forma de interacção entre campos; o nosso campo com o dos outros e com o próprio universo.
Percebemos porque evoluem sem colidir um bando de estorninhos ou um cardume de sardinhas; porque nos voltamos para trás e olhamos directamente para quem estava olhando para nós; porque mantêm a mesma trajectória duas partículas atómicas que foram separadas quando apenas sobre uma delas se exerce
Feira do Livro - Bob Dylan
Fui à Feira dos Livros em Lisboa.
Já não ouço as músicas do rapaz aqui ao lado mas entre os meus 13 e 17 anos de idade ouvi muito.
Aprendi algum do inglês que falo com o sotaque dele.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
sábado, 1 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Bom-Dia freguês nós estamos a fazer um peditório para ajudar as criancinhas que estão no Governo...
"Bom-Dia freguês nós
estamos a fazer um peditório para ajudar as criancinhas que estão no Governo,
no FMI, no Banco Central Europeu, na Comissão Europeia, nas Agências Multinacionais
de Rating e onde quer que haja criancinhas dos nossos Amos.
Vou colar-lhe a
estampilha do Feriado que perdeu pelo menos até 2016 e que o freguês nem se
lembra que é o Corpo de Deus. (que feriado disparatado toda a gente sabe que
Deus não tem corpo)"
segunda-feira, 27 de maio de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
sábado, 25 de maio de 2013
Artrite
...é uma dor aguda, incapacitante, como se estivessem espetando agulhas e elas ali ficassem dolorosamente mortificando o mais ínfimo movimento.
O País está atacado por uma dor semelhante.
O País está atacado por uma dor semelhante.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
Pássaros, passarinhos, passarões, aves de arribação e cucos nos rótulos das garrafas de vinho.
![]() |
| Portugal é um país abrigador
de muitas aves. Umas passam outras ficam. Vão e vêm ano após ano trazendo os filhos e os netos se a mira do predador não as chumbar contra o azul cerúleo. |
![]() |
| Até aves houve já que foram para cá trazidas para pasto. |
![]() |
| Nas herdades grandes como o mar salgado chegaram a plantar trigo de rega para melhor alimentar os perdigotos afoitos de fome e inocência. |
| Não sei se para quem come
aves a imagem da coisa viva faz sentido numa vasilha que sangra um líquido
tinto gorgolejante de vida; mas para quem as não come essa mesma vida afirma-se
na imponderabilidade que ao fim de uns copos tomará como sua e que tão bem
julgamos caracterizar os anjos. |
Subscrever:
Mensagens (Atom)



























