terça-feira, 21 de julho de 2020
segunda-feira, 20 de julho de 2020
domingo, 19 de julho de 2020
sábado, 18 de julho de 2020
sexta-feira, 17 de julho de 2020
quinta-feira, 16 de julho de 2020
quarta-feira, 15 de julho de 2020
Arte Postal - Mail Art de Carien Van Hest
O conceito subjacente é a sensibilidade e os sentidos. Por esse motivo o postal tem a ilustração de uma libelinha num recorte têxtil que foi costurado a uma cartolina por sua vez recortada e à qual foi também cosida uma pena.
domingo, 12 de julho de 2020
quarta-feira, 8 de julho de 2020
Oh Pedra!
Ó
pedra meteorizada,
núvem
de pó
em
torrente dissolvida
a ti mesma submerges
aterrando
seres
enterrando
despojos,
inumando
entes.
Oh
pedra!
Grossa
areia soterrando pistas,
arrasando
trilhos.
Ó
pedra âmago,
És
e negas Ser.
Testemunha
meticulosa de fino Loëss,
transmutadora
de lenhos e ossos;
Delicada
guardiã de indícios,
mensageira
mineral de frágeis vestígios:
Pegada
rápida de caçador; asa caída.
Oh
pedra!
Geôdo
cristalino de água pura;
Vazio, de salina secura.
Ó
pedra cantante,
Nossa
glória perene.
Passaram
por ti demoradas eras,
Mares
secaram em amplo Chão,
Planícies
se levantaram Montanhas,
Vetustas Dinastias se extinguiram:
Acabaram
breves Eternos Reinados.
Oh
pedra!
Contigo
somos: grão e Universo
e instante e Tempo em turbilhão.
Some mail art - Alguma arte postal.
Tout court arte postal, é tudo o que pode juntar qualquer tipo de criação artística com os correios. Curto e grosso, como a nossa bela língua iconoclasta diz, arte postal é qualquer tipo de arte que foi submetida a envio por correio.
A arte postal é definida por muitas outras características consoante as opções do artista ou artistas que a realizam.
A ênfase pode ser num desafio temático com objectivo de uma exposição organizada pelo artista que lançou o convite.
A apresentação destes veículos efémeros sejam cartas com envelope, embrulhos com volume, ou simples tarjetas postais podem ficar-se por uma simples colagem de sêlos postais oficiais ou extravasar para sêlos de artista, carimbos, colagens complexas, ilustrações, gravuras, folhetos, livros de artista e por aí fora sem qualquer espécie de fronteira ou limite.
A liberdade é o objectivo. Por isso a minha arte postal é geralmente subversiva da própria definição de arte postal. Neste contexto um azulejo e um livro bilingue de Fernando Pessoa para derrubarem fronteiras e barreiras, foi a Correspondance / mail art que enviei.
segunda-feira, 6 de julho de 2020
quinta-feira, 2 de julho de 2020
quarta-feira, 1 de julho de 2020
segunda-feira, 29 de junho de 2020
domingo, 28 de junho de 2020
sexta-feira, 26 de junho de 2020
quinta-feira, 25 de junho de 2020
terça-feira, 23 de junho de 2020
segunda-feira, 22 de junho de 2020
domingo, 21 de junho de 2020
sábado, 20 de junho de 2020
sexta-feira, 19 de junho de 2020
quinta-feira, 18 de junho de 2020
Se a inteligência for a capacidade de resolver problemas e sobreviver, então a inteligência não será só humana ou animal, ou mesmo vegetal. Mais do que isso, a inteligência não dependerá da existência de um "cérebro". . . . . . . . . . . . "blob", un génie sans cerveau (Documentaire complet) | Le Vortex & ARTE
quarta-feira, 17 de junho de 2020
terça-feira, 16 de junho de 2020
domingo, 14 de junho de 2020
Kalanchoe daigremontiana - Bryophyllum daigremontianum
É uma planta natural de Madagáscar.
Dizem que na rota da escravatura também ela foi levada para a América do Sul. Hoje é como se fosse uma planta latino-americana e a sua origem é até ignorada por quem a usa.
É conhecida por muitos nomes. Mesmo o seu nome científico mudou para Bryophyllum daigremontianum.
No Brasil é conhecida por Aranto.
Chamam-lhe também Planta Mãe-de-mil.
Planta maternidade.
Planta chapéu mexicano.
Planta jacaré.
quinta-feira, 11 de junho de 2020
quarta-feira, 10 de junho de 2020
segunda-feira, 8 de junho de 2020
Desenhos encontrados: Beatriz Cunha.
Vi desenhos pequenos do tamanho de um sêlo de correio transformarem-se em grandes esculturas de grande formato.
Alguns desenhos passaram por uma fase de modelo tridimensional em terracota; outros saíram directamente do papel para a pedra, ou para a cêra que daria o bronze.
Sempre me impressionou o rigor desses pequenos desenhos face à concretização da peça final.
Este tem 6 x 5,5 cm.
domingo, 7 de junho de 2020
sábado, 6 de junho de 2020
sexta-feira, 5 de junho de 2020
terça-feira, 2 de junho de 2020
domingo, 31 de maio de 2020
sábado, 30 de maio de 2020
Sobre os tumultos de rua no País de George Floyd.
Alguém tem de lhes dizer:
"POR FAVOR NÃO INCENDEIEM A BASTILHA!"
quinta-feira, 28 de maio de 2020
Alber Coombs Barnes e George Floyd. - Barnes the Collector
Não sei de
mais trágica ironia que o homicídio de um homem forte e saudável por sufocação durante
um período em que um vírus corre o mundo matando pessoas precisamente por falta
de ar.
O vírus que se agarra aos pulmões e subjuga o
seu hospedeiro tem sucesso com pessoas fragilizadas da mesma maneira que o
esbirro que matou George Floyd teve sucesso por George Floyd estar com as mãos
algemadas atrás das costas enquanto o seu executor com um joelho esquerdo lhe esmagava
o pescoço e com o outro os rins.
Quis fazer
um desenho mas não consegui. O choque quando é muito traumático não propicia a
acção. Sobrevém o atordoamento. Lembrei-me então de Barnes. Albert Barnes, o
coleccionador de arte.
“Dele” ainda
guardo o catálogo da exposição da sua colecção que inaugurou no Museu d’Orsay
em Paris no distante ano de 1993 em Setembro e se manteve até Janeiro de 1994.
Foi a primeira vez que deixou a sua fundação. Fica aqui a história de Barnes o
Coleccionador.
quarta-feira, 27 de maio de 2020
Entrevista Josep Pàmies (Dolça revolució).
Para perceber o absurdo de ilegalizar uma planta.
Para questionar o motivo porque há hoje uma criança autista por cada setenta (1/70) enquanto poucos anos antes eram um em cada mil (1/1000).
Para receber tanta outra informação e despertar para realidades que são ocultadas dos cidadãos, pelos meios que deviam esclarecer e dar essa informação.
segunda-feira, 25 de maio de 2020
lenitivo para a dor de cabeça
Contra a dor
sózinho não podes nada,
sequer andar, ou subir um degrau.
Pensa então nos pássaros,
no peto-verde
-o perfume do pez-
o breve eco do seu martelar
atravessando o pinhal,
o arrulhar da rola.
Usa a memória:
estalava a caruma sob a sola,
e nela escorregavam as botas
sem firmeza nem aderência,
não era a carne das mãos
esfaceladas na queda
nem o sarcasmo que doíam
...dói-te a cabeça? agarra-a!
era a dor da Austerlina que doía
a faixa branca revelando
as negras rodelas de batata
a dor vertida no sudário
feito de tiras de lençol
a Mariquinhas fatiando
novas rodelas e selando
com ternura os olhos e as fontes
o luto perene rompido
nas alvas ligaduras
da cabeça enfaixada
e aquele afloramento rosado
na tibieza dos joelhos flectidos
as rótulas abrindo a malha
das meias pretas
moldando o silêncio e o desejo.
Sem clarão
o inesperado estampido,
a trovoada de Maio
arrepiando a pele,
sarjando as nascentes
e os tímpanos.
No limite da dor
a cabeça submersa
em desfalecimento.

domingo, 24 de maio de 2020
Respiro de boca aberta
Respiro de boca aberta,
e não há poesia nisso
-dói-me a cabeça muitíssimo-
que poesia na dor pode haver?
Sinto o meu corpo a lutar,
uma força sedativa quebra-me
a vontade e aos poucos a dor.
Ofegante e sem alento
triste e entristecido ouço
dentro das têmporas
o bater do badalo
a pulsação
uma flor estiolada
estala e ribomba
ao precipitar-se na erva
de borco.
sábado, 23 de maio de 2020
SE POR VEZES RAVEL LEMBRA GERSHWIN E RACHMANINOV LEMBRA DEBUSSY É PORQUE ISTO ANDA TUDO LIGADO, COMO DIRIA MAIS TARDE EDUARDO GUERRA CARNEIRO. RACHMANINOV PARECE QUE GOSTAVA DE JAZZ. E GOSTAVA DA BANDA DO PAULO BRANCO. ERA ESTA A MUSIQUINHA QUE TODOS GOSTAVAM NAQUELES ANOS À VOLTA DE 1926. É POR ISSO QUE ME CUSTA ACREDITAR QUE O SEU CONCERTO Nº 4 PARA PIANO PUDESSE ALGUMA VEZ SER BEM RECEBIDO NAQUELA ALTURA. MESMO HOJE É DIFÍCIL, SOBRETUDO PARA O PIANISTA, QUE QUANDO ACABA DEVE TER UMA SENSAÇÃO DO TIPO ACABEI DE GANHAR A MARATONA, OU ACABEI DE GANHAR O CAMPEONATO DO MUNDO DE BOXE POR K.O. MAS ISTO SOU EU A FALAR, SEM DIZER NADA DE JEITO. Paul Whiteman - My Blue Heaven. (1927)
Outra coisa. não sei por que razão, mas dá-me mais jeito chamar Rachmaninov ao Rachmaninoff. Deve ser por causa da aresta do V.
sexta-feira, 22 de maio de 2020
António Rosado / Rachmaninov Piano Concerto No. 4 in G Minor, Op. 40
A peça extra também é de Racmaninov: Prelúdio op. 32 nº 5 em Sol Maior.
quinta-feira, 21 de maio de 2020
quarta-feira, 20 de maio de 2020
domingo, 17 de maio de 2020
sábado, 16 de maio de 2020
quarta-feira, 13 de maio de 2020
segunda-feira, 11 de maio de 2020
Mãos de Barro - Reinata Sadimba
Reinata Sadimba não fala português.
É uma forma afirmativa de não perder a sua identidade. Compreende perfeitamente a língua portuguesa mas não a quer falar para não deixar de ser quem é.
Pediu-me para lhe desenhar serpentes. Gostou das cobras que eu desenhei. Mais do que outro boneco qualquer.
Talvez tenha visto nos meus bonecos mais do que um fabulário moldado por uma língua e pela maneira de interpretação da realidade que ela proporciona. Talvez tenha sentido que nos meus bonecos perpassava um bestiário fantástico de seres híbridos e simbióticos do qual todos fazemos parte em acções e pensamentos.
Pessoas, animais, insectos, fungos, bactérias, vírus; a nossas robustez e a nossa fragilidade através de uma linguagem simbólica e universal; sem linhas de fronteira, sem muros, sem arame farpado.
sábado, 9 de maio de 2020
sexta-feira, 8 de maio de 2020
quarta-feira, 6 de maio de 2020
terça-feira, 5 de maio de 2020
domingo, 3 de maio de 2020
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